Nirvana no Brasil

Em comemoração ao meu centésimo post, irei contar a contraversa história bizarra que envolveu uma banda de fama mundial liderada pelo seu conturbado vocalista em nossas terras tupiniquins.

Tudo começou em janeiro de 1993, Nirvana em turnê mundial pousando em nossa terra para tocar em São Paulo.
Show para lotar um estádio, e assim iria ser, tocariam no Morumbi para milhares e milhares de brasileiros. Aterrissando em Guarulhos, a banda e que trazia a Courtney Love de bonus ainda sentia a turbulência do voo, rodeados por polêmicas, como de costume. No caso, a ultima reportagem da revista Veja, que divulgava a opinião nada agradável do baixista da banda, Krist Novoselic, admitindo que 80% dos fãs da banda eram idiotas. Algo que foi desmentido pelo mesmo um tempo depois.

A Mtv mandou um de seus embaixadores, e João Gordo, recebeu a tarefa de acompanhar a banda pela cidade (antes e depois do show), rodaram a cidade e fizeram uma tarde de autógrafos na galeria do rock.
Chegada a hora do festival Hollywood Rock, na noite chuvosa, João Gordo Gritou:
– Com vocês a banda mais legal do mundo! Nirvana!

E o Nirvana se apresentou, do jeito deles..

Porém poucos conseguiram distinguir o famoso “ligar o fodasse” de um show um típico do Nirvana. A esquisitice começou com uma coleção do covers inusitadas como “Season in the Sun” de Terry Jacks , “Rio” do Duran Duran “The Money Will Roll Right In” de uma das bandas favoritas de Kurt Cobain, Fang. Trocou de lugar com o baterista, e o Dave foi para as guitarras, e depois baixo e por ai foi..porém o mais bizarro estava por vir.

Nirvana – Seasons in the Sun

Chamou Flea, baixista do Red Hot Chili Peppers para tocar “Smells Like Teen Spirits”, algo que seria ótimo, pois o cara simplesmente era um dos melhores baixistas do mundo daqueles tempos. Eis que tudo para, e o Flea saca a seu trompete, isto mesmo, era a versão mais  inúsitada do Smells já tocada em publico, recebemos a honra?

Após apenas 30 minutos de show, Krist ficou de saco cheio e arremessou seu baixo contra o Kurt e sumiu do palco!
Como a banda tinha que seguir um contrato de 45 minutos de show, Krist foi encontrado e colocado de volta do palco, dirigiu-se ao seu baixo que estava estatelado no chão e começou a tocar a próxima canção sem mesmo checar a afinação.

A bagunça generalizada chegava ao fim quando Kurt arranhou em sua guitarra um “Territorial Pissings” escarrado e depois o ligou a mais uma cover, destas vez “Run to The Hills” do Iron Maiden que nunca chegou a ser tocada por inteiro, pois o Kurt esmigalhou a sua pobre Jaguar no meio da canção encerrando uma das apresentações mais bizarras que aquele estádio já presenciou.
Fim do show, começo da noite para Kurt Cobain, Courtney Love, Flea, João Gordo e Alê Briganti (namorada do João na época e ex-vocalista dos Pin-Ups). Rodaram a cidade, a caminho da Avenida Augusta. No caminho Courtney avistou um travesti procurando clientes pela janela da limusine, pediu parar o carro imediatamente, desceu e o entregou 200 dólares, (deve ter sido o dia mais feliz na vida daquele indivíduo).

Chegaram a uma casa noturna pouco conhecida da Augusta, e ficaram por lá o resto da madrugada. Durante a festa Alê Briganti passou mal com dores de barriga, e perguntou se alguém tinha algo para aliviar a dor, Kurt comentou que também sofria com isso e como um cavalheiro deu para Alê algumas ampolas de um analgésico extremamente poderoso e ilegal. Segundo relatos da própria Alê, ela caminhou para o banheiro para efetuar o uso, mas até ela sabia que aquilo era pesado demais, e fingiu usar as ampolas, retornou para a mesa, onde Kurt apenas, comentou:
-Logo você se sentirá bem melhor..

Até hoje ela guarda essas ampolas como recordação..

Depois da saga em São Paulo, o Nirvana partiu para o Rio de Janeiro para mais uma apresentação que aconteceria em 23 de Janeiro. Kurt estava exausto pela abstinência momentânea da heroína, quando chegou ao Hotel Intercontinental brigou feio com a Courtney, jogou as roupas dela pela janela e ameaçou pular do prédio. A equipe da banda foi obrigada a mover o Kurt do Hotel, para algum outro com andares mais baixo, pelos quais, Kurt não poderia se matar. Foram inúmeras tentativas, até que foi decidido o deixar em um pulgueiro que só tinha um andar. Enquanto a equipe ficou no hotel de luxo, Kurt ficou por lá mesmo..
Depois da confusão, a banda se juntou para conhecer a cidade, visitaram pontos turísticos, pularam de asa-delta, deram algumas entrevistas e foram para o estúdio da Sony. Lá o Nirvana gravaria as primeiras canções do “In Utero”.

Chegada a hora do show, surpreendentemente o Nirvana causou..de uma maneira mais adequada. Um show com publico maior, porém muito mais técnico e com menos erros. A banda ainda alfinetava a marca “Hollywood” a dona do festival, com pequenos comentários durante as canções .

Smoke Up!

Kurt: Smoke Up!

Dave: Kurt Cobain for Hollywood Rock cigarettes. A cool refreshing flavor. A taste you can’t deny! Hollywood Rock, the cigarette!

Krist: I don’t smoke, but if I smoked, I’d smoke Hollywood cigarettes because they’re the best!

Kurt: When I’m in Diarrhea de Janeiro, I like to have the freshly cut dried leaves of a palm tree. I just can’t get enough of that smoke, man… I just gotta smoke all the time, I’m a rock ‘n roll star. Rock ‘n Roll stars put their cigarettes right… here.

Vestiu-se de mulher, estilo “rainha da formatura”, (Dave também entrou na brincadeira ficando de sutiã) e mudou a letra da canção Polly, para uma versão mais irônica, voltou para as covers, fazendo algumas pequenas Jams, com canções como  “Sweet Emotion” , do Aerosmith e etc..

Nirvana – Dive

O “Smells Like teen Spirt” com presença do Flea solando com trompete aconteceu novamente, e banda tocou alguns outros sucessos como “Come as You are” e “In Bloom”. Mas o Nirvana era o Nirvana, e o bicho pegou mesmo quando Kurt tocou “Scentless Apprentice” e fez uma Jam quase interminável, os ruídos ecoavam como grunhidos de uma guitarra distorcida, pulou do palco e tentou arrancar a decoração do mesmo, não conseguiu, então se volto para as câmeras que cobriam o show. Chegou perto e escarrou sem piedade, esfregou o cuspe, e depois para finalizar o serviço, abaixou as calças e esfregou seu órgão na lente, para o desespero do câmera-man. (detalhe a transmissão era para toda rede nacional).

Enfim finalizou seu espetáculo com “Territorial Pissings“, uma explosão de energia, que o fez ficar de joelhos, saindo do palco engatinhando. Deixando milhares de testemunhas, sem a menor sombra de dúvida, sobre a passagem da maior banda de rock da década de 90 pelo Brasil.

Nirvana – Territorial Pissings

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