Urge Overkill – The Supersonic Storybook (Review)

“The Kids are Insane!”

Como é bom relembrar certas bandas, e como deve ser estranho chegar ao sucesso por causa de uma cover…

Alguns irão se lembrar desta banda, aquela que despretensiosamente (palavra chave despretensão), criou uma das covers de rock mais famosas e conhecidas dos anos 90. Lançada em 92 por Ep de duas faixas do maximo para os ouvidos Quentin Tarantino, para enfim ser  marretada em seu blockbooster “Pulp Fiction” e chegar as mais tocas do ano de 1994.

Mas claro como tudo na vida não é fácil (principalmente se você escolhe ser musico), os rapazes do Urge Overkill tiveram que construir um caminho para que o sucesso aparecesse.

Um ano antes do EP “Stull” com  a faixa “Girl, You’ll Be a Woman Soon,” fosse lançado, a banda já estava construindo a sua notoriedade por causa de outro álbum, (Alias já o seu terceiro).

The Supersonic Storybook foi lançado pela Touch and Go (antes de eles migrarem para a Geffen), uma gravadora relativamente conhecida, mas com maior fama entre as bandas de noise rock e hardcore norte-americanas, estilos em que o Urge Overkill não se enquadrava.

Alias a banda nãos se enquadrava com quase nenhum outro estilo. Era começo dos anos 90, e seus integrantes adoravam o conceito do sucesso, contradizendo qualquer outro movimento de rock do momento, como o grunge, ou o post-punk…ou seja os caras eram autênticos:

“Vamos ser rockstars, queremos o sucesso e sim com o nosso rock e fodasse

The Supersonic Storybook possuiu nove faixas Nash Kato e Eddie Roeser, ambos vocais, guitarra e baixo do Power trio.

A obra começa com a distorção de “The Kids Are Insane”, a guitarra acompanha o voz de Nash e o teclado fazendo a canção fluír de uma formar inevitavelmente estilosa, é rock sujo dos anos 90 com uma pitada de soul! Simplesmente algo que você escudaria dirigindo pela cidade de madrugada cantando o refrão: “lets hit the city!”, apenas um aperitivo do que o álbum viria há oferecer. Segue-se com “The Candidate”, uma faixa de cinco minutos exatos seguindo a mesma onda de festividades e solos despretensiosos porém chamativos.

Dou destaque também para: Bionic Revolution, uma canção com uma levada mais Funky, um híbrido de rock alternativo com refrões de Black music dos anos 70 e “Vacation in Tokyo” uma balada distorcida que aparenta seriedade, porém que cresce conforme a canção vai acabando, coisa fina!

As melhores:

“The Kids Are Insane”, “The Candidate”, “Bionic Revolution”, “Vacation in Tokyo” e “Henhough: The Greatest Story Ever Told”.

Nota: 4,5/5,0

Urge Overkill – The Kids Are Insane (1991)

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s