Um pouco de Ramones no seu hambúrguer para dar sustança.

Ah..os Ramones. Como não falar daqueles que muito influenciaram no mundo do rock. Do bom até o ruim. Para todos os males, Ramones!

Amava ouvir aquelas canções de três riffs quando adolescente, ouvia muito, ouvia tanto que enjoei. Sim isso acontece até como bandas como os Ramones. Um enjoo importante pois só assim pude gostar deles de verdade, quando eles voltaram para a minha playlist.

Comecei a me interessar bastante pelos caras, e comecei a querer conhecer um pouco da história deles. Aí vai, um pouco de Ramones que você não conhecia:

Dee Dee, caindo fora dos Ramones, para algo quase grandioso.

Dee Dee, o baixista maluco deixou a banda em 1989. Isso todos sabem. O que nem todo mundo sabe é que cara não saiu apenas para fazer uma carreira solo, mas uma carreira solo no hip-hop. Isso mesmo, a linguagem das ruas mano.

Dee Dee pirou no movimento que crescia nos Estados Unidos e pensou que poderia rimar também. Cômico, se não trágico, foi o mesmo a perceber que não levava jeito para a coisa. Seu álbum: Standing in the Spotlight, foi um fracasso em vendas e tido como um dois piores álbuns da história. Um golpe duro na vida do Dee Dee. Que voltou a se dedicar ao o que ele sabia fazer de melhor, o punk!

Aqui era a terra deles e ao mesmo tempo não era.

Inexplicável era o tamanho do sucesso dos Ramones na América Latina. Veja bem, lá na gringa os caras tocavam em bares e em casa pequenas, até mesmo no pico da carreira. Mas aqui o bicho pegava. No Brasil eles lotavam casas bem grandes e na Argentina nem se fala, eles lotavam estádios! Os hermanos gostavam mesmo dos caras. Eles eram celebridades, e eles adoravam isso. Até o Johnny Ramone, guitarrista que amava sua pátria e comia apenas hambúrguer, deve mudado de opinião ao ter sentido o calor dos fãs latinos realmente os idolatrando.

In It for the Money.

Apesar da banda ter uma imagem de “família” com poucas saídas de membros durante a existência, a tensão era constante entre eles. Joey e Johnny tinham gênios opostos, o vocalista tímido, sensível e as vezes desengonçado contrastava com o guitarrista durão, com punho de comandante e sem papas nas línguas. Entre eles não existia muito camaradagem nos bastidores. Era subir no palco, fazer o trabalho, a grana entrava e depois cada um para o seu lado.

Infelizmente quando se faz algo apenas pela grana, no fundo não é a mesma coisa.

Em 1996 com a turnê do ultimo álbum da banda “Adios Amigos” agendada a banda queria aproveitar o momento para lucrar (é claro), porém Joey, que já havia descoberto que estava com câncer, estava debilitado forçando a banda a cancelar vários shows, principalmente na America Látina. Sem show = sem grana. A tensão foi tão forte que acabou virando um dos grandes estopins para o fim da banda.

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