Que som é esse: Tudo começou como apenas um dueto entre a vocalista Inger Lorre e o guitarrista Geoff Siegel que tocavam por diversão covers de clássicos de glam punk em bares de Nova Jersey. Quando acreditaram que banda realmente poderia ter um futuro promissor, a bela Inger abandou sua meia vida de groupie, Geoff comprou uma guitarra nova e arranjaram mais três membros fixos, assim começava o The Nymphs.
No começo dos anos 90, a banda procurava uma gravadora que se assemelhasse ao seu estilo alternativo, aguardaram um contrato com a gravadora de Jello Biafra, “Alternative Tentacles”, mas acabaram sendo alvo de uma major, a “Geffen”.
E assim a banda lançou seu primeiro e único álbum, autointitulado “The Nymphs” saiu no começo de 1991, misturando rock alternativo com glam punk pesado que se lembrava o bom e velho grunge, o LP era legitimamente, uma obra prima do rock, a voz poderosa de Inger era única e ainda contava com o a participação de Iggy Pop na canção “Supersonic”.
A banda apenas não emplacou, porque não deu tempo, pois, menos de um ano depois, após Inger ser expulsa da banda por se negar a subir no palco em uma apresentação na Florida a banda acabou.
Inger Lorre partiu para a carreira solo, e chegou a tocar com virtuoso Jeff Buckley, o baterista Alex foi tocar com Iggy Pop, o baixista voltou para sua antiga banda, “The Leaving Trains” e o guitarrista Geoff Siegel, sinceramente… não sei que fim levou.
Apenas sei que esta banda merece a ouvida..
Parece com: Hammerbox, Dickless, Calamity Jane e Skin Yard.
Que som é esse: Com o fim da banda de Power pop, “Jellyfish”, o guitarrista e vocalista, Jason Falkner chamou o amigo, Jon Brion e mais dois colegas para formar o Grays.
Ainda com forte influência de sua antiga banda, Jason continuou a compor canções estilo Power pop porém agora com uns toques de rock alternativo e guitarras mais distorcidas. O resultado foi à banda de rock perfeita para qualquer rádio que (obviamente) tocasse rock. O único problema foi que a banda foi atropelada pela competitividade das bandas do seguimento alternativo, ficando as margens do sucesso, emplacando apenas um hit que chegou a ser ouvida nas rádios americanas por pouco tempo “The Very Best Years”.
A banda se desmanchou em 95, onde cada musico resolveu ir para seu caminho e arriscar a vida na carreira solo. Jason Falkner formou o Imperial Drag e seu amigo Jon Brion, arriscou trabalhar com trilhas sonoras de filmes, logo para bons filmes, e logo para blockbusters, como: Brilho eterno de uma mente sem lembranças (de Jim Carrey) e Magnólia. (se deu bem pra caralh*)
Deixando o único álbum da banda “Ro Sham Bo” de 1994 como (The Very Best Lost Pearl from the 90s” (a melhor pérola perdida dos anos 90).
Parece com: Jellyfish, Matthew Sweet, The Posies, Eric Matthews e The Smithereens.
The Grays – Very Best Years(1994)
The Grays – Nothing Between Us (1994)
The Grays – Both Belong (1994)
The Grays – Very Best Years
“Okay it started a long time ago when I was a little boy Sometimes a little one don’t do what he’s told and mother puts back his toy
Yes there is something you can do my love Won’t you help me through these troubled times And serve to remind That everything is gonna be alright despite my fighting bitter tears These are the very best years
These days father’s not the man that we knew and you know we get so low That’s when you find me alone with my will, and my wine, and these scars that show
I was just five years old had this dream that took me far away and brought me here today where my hopes and fears are gathered around can’t you feel them hangin’ round
Yes there is something you can do my love Won’t you help me through these troubled times And serve to remind That everything is gonna be alright despite my fighting bitter tears And serve to remind Yes everything is gonna be alright despite my fighting bitter tears ‘Cause these are the very best years, yeah
Que som é esse: Tudo começou com o fã de Stooges desde o berço, Ned Hayden. Ned vocalista e guitarrista, influente no mesmo underground cosmopolita de onde nasceu o Sonic Youth resolveu formar uma banda que atendesse suas necessidades musicas (adorar e reverenciar Iggy Pop).
Conheceu a guitarrista Julia Cafritz (ex-Pussy Galore), chamou o baixista Peter Shore (conhecido pelos seus trabalhos na banda *Unsane) e enfim anexou o baterista Bob Bert (ex-Sonic Youth e Pussy Galore).
Faça a conta: 1 fã de Iggy Pop + 3 ex-membros das bandas de noise mais barulhentas do underground norte americano dos anos 80 = Action Swingers, uma das bandas mais corrosivas e agressivas de noise rock e garage punk que já passaram por Nova York.
Com isso é claro, a banda caiu nas graças de Kurt Cobain, que virou fã de carteirinha após o primeiro lançamento, autointitulado “Action Swingers” de 1991.
A banda, por ser acida demais, sofreu e ganhou com o passar do tempo. Sofreu pois ninguém aguentava (a não ser o vocalista) ficar na banda por mais de um ano, e ganhou pois quase nesses 8 anos de vida, diversos outros grandes músicos do cenário underground alternativo norte americano, passaram pela banda e deixaram suas experiências, tais como: Don Fleming (Gumball), Jay Mascis (Dinosaur Jr, Witch, J Mascis and the Fog) e Thurston Moore (guitarrista e vocalista do Sonic Youth tocou em apenas um show).
Parece com: Pussy Galore, Sonic Youth, Calvin Krime, New Bomb Turks, The Gories e Royal Trux.
*Talvez você conheça a banda Unsane, pela canção “Committed” que chegou a fazer parte da soundtrack do jogo Tony Hawk pro Skater.
Que som é esse: Formada por quatro colegas de faculdade e liderada pelo guitarrista Clay Tarver. Primeiramente seguida a tendência das bandas de punk rock e hardcore que surgiam nos arredores de Boston, onde eclodiam bandas como: Lemonheads, Dag Nasty, Scream, Jawbreaker e Rollins Band.
Seu hardcore mais pesado e mais puxado para o grunge e o metal, acabou por levar a banda para o caminho certo quando as bandas de Seattle começaram a fazer grande sucesso.
A banda até chegou a tocar com Nirvana durante uma turnê americana do Nevermind, além do outras grandes bandas americanas da cena alternativa, como: Alice in Chains, Fishbone e Jane’s Addiction.
A banda acabou em 1992, a até hoje o trabalho mais notório após o fim da banda foi como guitarrista da banda de indie rock, Chavez.
Parece com: Wool, The Accüsed, Alice in Chains, My Sister’s Machine, Quicksand e Nudeswirl.
Que som é esse: Unindo o rock psicodélico dos anos 60 com guitarras de poucos acordes poderosos e sujos regados a muito LSD, existia o Love Baterry.
Formados pelo vocalista e guitarrista Ron Nine, que recrutou três membros de outras bandas: o guitarrista solista, Kevin Whitworth (ex-Crisis Party), o baixista Tommy “Bonehead” Simpson (também ex-Crisis Party) e o baterista do Mudhoney, Dan Peter (que depois de menos de um ano foi substituído por Jason Finn). A banda se nomeava “Love Battery” em homenagem a uma canção dos Buzzcocks com o mesmo nome.
Com o que parece: Truly, Hater, Eyes Adrift, Sweet Water, Chemistry Set e Wellwater Conspiracy.
Que som é esse: Liderados pela vocalista e guitarrista Kim Shattuck, com influências do grunge de Seattle e do punk rock californiano, esse power trio (que começou como um quarteto) de pop punk chegou a fazer sucesso na metade dos anos 90 com a cover de “Kids of America” de Kim Wilde. A cover chegou a ser incluida na soundtrack do filme “Clueless”, algo que alavancou ainda mais a fama dos Muffs.
Com o que parece: The Fastbacks, The Parasites, Teen Idols, Redd Kross,Lunachicks e Babes In Toyland.
The Muffs – Sad Tomorrow (1995)
The Muffs – Kids of America (1995)
Entrevista com a banda com a particiapação do Redd Kross (1992)
Entrevista com a banda com a particiapação do Redd Kross pt.2 (1992)
Em comemoração ao meu centésimo post, irei contar a contraversa história bizarra que envolveu uma banda de fama mundial liderada pelo seu conturbado vocalista em nossas terras tupiniquins.
Tudo começou em janeiro de 1993, Nirvana em turnê mundial pousando em nossa terra para tocar em São Paulo.
Show para lotar um estádio, e assim iria ser, tocariam no Morumbi para milhares e milhares de brasileiros. Aterrissando em Guarulhos, a banda e que trazia a Courtney Love de bonus ainda sentia a turbulência do voo, rodeados por polêmicas, como de costume. No caso, a ultima reportagem da revista Veja, que divulgava a opinião nada agradável do baixista da banda, Krist Novoselic, admitindo que 80% dos fãs da banda eram idiotas. Algo que foi desmentido pelo mesmo um tempo depois.
A Mtv mandou um de seus embaixadores, e João Gordo, recebeu a tarefa de acompanhar a banda pela cidade (antes e depois do show), rodaram a cidade e fizeram uma tarde de autógrafos na galeria do rock.
Chegada a hora do festival Hollywood Rock, na noite chuvosa, João GordoGritou: - Com vocês a banda mais legal do mundo! Nirvana!
E o Nirvana se apresentou, do jeito deles..
Porém poucos conseguiram distinguir o famoso “ligar o fodasse” de um show um típico do Nirvana. A esquisitice começou com uma coleção do covers inusitadas como “Season in the Sun” de Terry Jacks , “Rio” do Duran Duran “The Money Will Roll Right In” de uma das bandas favoritas de Kurt Cobain, Fang. Trocou de lugar com o baterista, e o Dave foi para as guitarras, e depois baixo e por ai foi..porém o mais bizarro estava por vir.
Nirvana – Seasons in the Sun
Chamou Flea, baixista do Red Hot Chili Peppers para tocar “Smells Like Teen Spirits”, algo que seria ótimo, pois o cara simplesmente era um dos melhores baixistas do mundo daqueles tempos. Eis que tudo para, e o Flea saca a seu trompete, isto mesmo, era a versão mais inúsitada do Smells já tocada em publico, recebemos a honra?
Após apenas 30 minutos de show, Krist ficou de saco cheio e arremessou seu baixo contra o Kurt e sumiu do palco!
Como a banda tinha que seguir um contrato de 45 minutos de show, Krist foi encontrado e colocado de volta do palco, dirigiu-se ao seu baixo que estava estatelado no chão e começou a tocar a próxima canção sem mesmo checar a afinação.
A bagunça generalizada chegava ao fim quando Kurt arranhou em sua guitarra um “Territorial Pissings” escarrado e depois o ligou a mais uma cover, destas vez “Run to The Hills” do Iron Maiden que nunca chegou a ser tocada por inteiro, pois o Kurt esmigalhou a sua pobre Jaguar no meio da canção encerrando uma das apresentações mais bizarras que aquele estádio já presenciou.
Fim do show, começo da noite para Kurt Cobain, Courtney Love, Flea, João Gordo e Alê Briganti (namorada do João na época e ex-vocalista dos Pin-Ups). Rodaram a cidade, a caminho da Avenida Augusta. No caminho Courtney avistou um travesti procurando clientes pela janela da limusine, pediu parar o carro imediatamente, desceu e o entregou 200 dólares, (deve ter sido o dia mais feliz na vida daquele indivíduo).
Chegaram a uma casa noturna pouco conhecida da Augusta, e ficaram por lá o resto da madrugada. Durante a festa Alê Briganti passou mal com dores de barriga, e perguntou se alguém tinha algo para aliviar a dor, Kurt comentou que também sofria com isso e como um cavalheiro deu para Alê algumas ampolas de um analgésico extremamente poderoso e ilegal. Segundo relatos da própria Alê, ela caminhou para o banheiro para efetuar o uso, mas até ela sabia que aquilo era pesado demais, e fingiu usar as ampolas, retornou para a mesa, onde Kurt apenas, comentou: -Logo você se sentirá bem melhor..
Até hoje ela guarda essas ampolas como recordação..
Depois da saga em São Paulo, o Nirvana partiu para o Rio de Janeiro para mais uma apresentação que aconteceria em 23 de Janeiro. Kurt estava exausto pela abstinência momentânea da heroína, quando chegou ao Hotel Intercontinental brigou feio com a Courtney, jogou as roupas dela pela janela e ameaçou pular do prédio. A equipe da banda foi obrigada a mover o Kurt do Hotel, para algum outro com andares mais baixo, pelos quais, Kurt não poderia se matar. Foram inúmeras tentativas, até que foi decidido o deixar em um pulgueiro que só tinha um andar. Enquanto a equipe ficou no hotel de luxo, Kurt ficou por lá mesmo..
Depois da confusão, a banda se juntou para conhecer a cidade, visitaram pontos turísticos, pularam de asa-delta, deram algumas entrevistas e foram para o estúdio da Sony. Lá o Nirvana gravaria as primeiras canções do “In Utero”.
Chegada a hora do show, surpreendentemente o Nirvana causou..de uma maneira mais adequada. Um show com publico maior, porém muito mais técnico e com menos erros. A banda ainda alfinetava a marca “Hollywood” a dona do festival, com pequenos comentários durante as canções .
Smoke Up!
Kurt: Smoke Up!
Dave: Kurt Cobain for Hollywood Rock cigarettes. A cool refreshing flavor. A taste you can’t deny! Hollywood Rock, the cigarette!
Krist: I don’t smoke, but if I smoked, I’d smoke Hollywood cigarettes because they’re the best!
Kurt: When I’m in Diarrhea de Janeiro, I like to have the freshly cut dried leaves of a palm tree. I just can’t get enough of that smoke, man… I just gotta smoke all the time, I’m a rock ‘n roll star. Rock ‘n Roll stars put their cigarettes right… here.
Vestiu-se de mulher, estilo “rainha da formatura”, (Dave também entrou na brincadeira ficando de sutiã) e mudou a letra da canção Polly, para uma versão mais irônica, voltou para as covers, fazendo algumas pequenas Jams, com canções como “Sweet Emotion” , do Aerosmith e etc..
Nirvana – Dive
O “Smells Like teen Spirt” com presença do Flea solando com trompete aconteceu novamente, e banda tocou alguns outros sucessos como “Come as You are” e “In Bloom”. Mas o Nirvana era o Nirvana, e o bicho pegou mesmo quando Kurt tocou “Scentless Apprentice” e fez uma Jam quase interminável, os ruídos ecoavam como grunhidos de uma guitarra distorcida, pulou do palco e tentou arrancar a decoração do mesmo, não conseguiu, então se volto para as câmeras que cobriam o show. Chegou perto e escarrou sem piedade, esfregou o cuspe, e depois para finalizar o serviço, abaixou as calças e esfregou seu órgão na lente, para o desespero do câmera-man. (detalhe a transmissão era para toda rede nacional).
Enfim finalizou seu espetáculo com “Territorial Pissings“, uma explosão de energia, que o fez ficar de joelhos, saindo do palco engatinhando. Deixando milhares de testemunhas, sem a menor sombra de dúvida, sobre a passagem da maior banda de rock da década de 90 pelo Brasil.
1984: Arredores de Seattle, primeira foto conhecida da banda Soundgarden, ainda com Hiro Yamamoto no baixo e Scott Sundquist na bateria.
1984: Greg Ginn ao vivo em uma apresentação do Black Flag em Los Angeles.
1980: Hüsker Dü se preparando para uma de suas primeiras apresentações em Minneapolis, Minnesota.
1979: Redd Kross animando alguma festa de algum conhecido nos suburbios de Los Angeles. (na época a banda ainda se chamava Red Cross, antes da verdadeira Cruz Vermelha processar a banda).
1987: Ainda com fortes influências do punk, uma das primeiras fotos dos Lemonheads.
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